terça-feira, 16 de abril de 2013

Cigarettes, music and you

Essa liberdade é o que me prende. Não poderia aceitar algo que me faz tão bem, eu não mereço, sendo essa garota tão geniosa e insatisfeita quando não fazem as minhas vontades. Essa voz mansa que acalma, esse carinho que me dá lugar, como entender isso vindo assim, de repente? Esse cheiro de cigarro que mistura com o seu perfume, quando eu insisto em roubá-los de você, depois gruda na minha roupa e não me faz esquecê-lo quando volto pra casa. Mas afinal, esquecer-se e lembrar-se do que? Se a presença é constante e o desejo também. 
Não sei mais diferenciar os dias, apenas os separo entre os que tenho você e os que não tenho. Eu tentei fugir, mas juro, não consegui. Uma força invisível tem me prendido por tanto tempo a algo que eu lutei pra esquecer. Hoje eu me vejo perdida em meio a essas brincadeiras, conversas longas e músicas que criam a nossa trilha sonora, tantas que já é impossível lembrar. Momentos feitos de música. Momentos feitos da pouca luz que entra pela janela. Momentos feitos do barulho da chuva que cai, misturados com a música e a sua respiração. Momentos feitos das lembranças que eu vou revirar no meu travesseiro. E sorrir ao lembrar o quanto eu gosto dos pequenos detalhes que nos criam. Esse avesso de sentimentos, essa verdade e a mentira que me envolveu, tal essa que eu continuo mantendo, tudo por medo do que pode ser a dois. Este que se recusou a me abandonar, que pertence só a mim, um medo invisível que você insiste em rouba-lo. Veja só, meu bem, você se ajustou em meio a tempestade, decidiu ficar e hoje... Talvez hoje me faça mais solta, organizada e eu até arriscaria dizer que me faz mais feliz.

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