sexta-feira, 23 de maio de 2014

Long to be with someone to tell I love your smell


Não há nada melhor no mundo do que amar ao som de Red Hot Chili Peppers.
O álbum By the way esteve presente em tantos momentos que é impossível não se lembrar daquelas tardes ao ouvir: Fly away on my zephyr, I feel it more than ever and in this perfect weather we’ll find a place together. Ou
Nothing better, the feeling is so fine. Simply put, I saw your love stream flow.
Eles são indiscutivelmente a nossa trilha sonora, a melhor do mundo. Não apenas as músicas do By the way, mas também as do Californication, I'm with you e até mesmo do Blood Sugar Sex Magic. Músicas tão familiares pra mim quanto o seu beijo. Aliás, não há combinação melhor no mundo do que seu beijo e Suck my kiss tocando ao fundo. Meet me at the corner se encaixa perfeitamente para aquele mês de março. Meet me at the corner and tell me what to do, ‘cause I’m messed up on you... Mas ao contrário do que diz o final da música, eu acredito que fomos sim feitos um pro outro. Close the door and no one has to know how we are. Ouvir essa banda, que se tornou uma das minhas preferidas, me traz todas as lembranças boas de estar ao seu lado, principalmente das vezes que a escutamos juntos ou daquele show no dia sete de novembro, o melhor dia ao seu lado. 
The sweetest feeling I got from you.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Dia três

"You are my golden sunshine"
Hoje o mundo está vazio, sem som, mas não de qualquer som. Estou buscando a sua voz incessantemente, falhando todas as vezes em que tento ouvi-la. Ela se fez presente todos esses dias, colorindo tudo ao redor, enchendo de bons momentos os dias de sol e chuva que acabaram de passar. Passaram como vento, rápidos igual a uma chuva de verão, houve tempestades, mas eu vi mais o sol do que nunca. Tanto brilho que ás vezes cega.
De onde veio tanto amor? Chegou na chuva pra se fazer sol. Na tristeza e se tornou mais do que alegria. Deixou tudo feliz como no dia dois. Meu pensamento nunca foi tão certo. Todos os dias seria a melhor rotina do mundo.
Todos falam, ainda estou buscando a sua voz.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

De repente me deu uma saudade da vida. Sabe? Saudade de todas as coisas boas que já passaram por aqui e de tudo o que ainda está por vir. Saudade do amanhã, tão incerto e confuso. Saudade daquele dia nublado e daquelas horas que estavam todas carregadas de sorrisos e a melhor emoção do mundo.
Estive lembrando daquele dia chuvoso, diversas vezes nos últimos dias ele passou pela minha mente, tão nítido e com falhas em algumas partes, mas tão feliz, quanto todas as horas que o seguiram.
Mas essa saudade deixa uma sensação de vazio tão grande aqui nesse lugar. É tão sem fim e sem solução, que eu até procuro dentro de mim algo que possa curar tudo isso, essa nostalgia de tudo.

Nada dá jeito, esse caminho de todas as noites só ajuda a aumentar todo esse buraco no peito que aumenta um pouquinho todos os dias e que, quando cresce demais, escorre pelos olhos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Agora é difícil voltar para o mundo depois que o meu mundo se tornou você. Lá fora ficou sem sentido e eu perdi o rumo do meu caminho, tal este que eu insisti em fazer por anos sozinha, indo e voltando sem a pretensão de um dia encontrar outra pessoa para compartilhar meus próprios passos.
No meio daquelas mesmas músicas que eu ouvi diversas vezes sozinha, você apareceu. O som mudou. O ritmo também. E as cores nem se fala. Não me sinto mais sozinha, porque eu sei que no final daquele caminho cheio de curvas, no fim daquele dia cheio de palavras incertas e banais, você vai estar lá, como o melhor lugar do mundo onde eu pudesse estar. Lugar com braços cheio de abraços, indiscutivelmente os melhores do mundo, com paz e cheiro de estar em casa. A casa que se muda e nunca muda, vai pra longe e volta com a mesma sensação de primeira vez, amor maior que não para e não se cansa de crescer... Amor que não se cansa de falar, não enjoa, sem rotina, sempre tão novo quanto as descobertas de um feriado inteiro.
Semana ensolarada com aquele sol vermelho que eu segui na cidade pra te procurar, repetidas vezes, dizendo aceito. Talvez as músicas digam tudo o que em palavras eu nunca consegui dizer, porque depois que você sorriu desse jeito, eu vi que não há mais nada que me faça querer te largar ou te soltar. Meu amor é teu e sempre vai ser, mais e mais uma vez, na rua, chuva, fazendo, casinha de sapê, no céu, no mar ou em um navio a navegar. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tardes de janeiro

O início do ano, diferente de todos os outros, teve um sabor diferente. A nostalgia ainda é a mesma, porém as cervejas das noites do ano passado, deixadas de lado, foram substituídas por doces e quentes tardes de domingo no começo do novo ano. Além de músicas e boa companhia. 
Indescritíveis descobertas cercaram tais tardes, que agora me recordo com o gosto ainda na boca, parecendo tão recente. A memória ás vezes falha em meio a tantos momentos, o corpo e os olhos denunciam, antes das palavras, tanto amor não dito. 
Amor escondido, jogado bem no fundo de um coração cheio de cicatrizes. Amor que cura e salva. Amor extinto. Amor que, inexplicavelmente, existe.
Hoje não são apenas tardes, são dias inteiros da mais estranha e, nunca antes vivida, alegria. Mas a lembrança nítida dos primeiros dias insiste em permanecer aqui, como a mudança que transformou tudo para melhor, a lembrança permanece como descoberta de dias melhores e daquele amor que todos dizem não existir.

sábado, 22 de junho de 2013

"Último Romance"

Com certeza as nuvens escuras já foram afastadas pra longe, junto com a chuva daquelas semanas. Prefiro lembrar do céu azul, dos domingos ensolarados ou daquela noite agradável de maio. Até mesmo porque tudo o que é ruim foi deixado pra trás, esquecido e apagado.
"correnteza sem direção" encontrou um lugar pra se acalmar da confusão. O que antes era frio constante, encontrou calor nesse lugar. E também paz. Uma paz sem fim, que fica o tempo todo junto com sorrisos. A paz fica até em momentos de tempestades, todas calmas e curtas, que terminam com cochichos. 

Uma mudança veio e é notável, porque os olhos sorriem antes de qualquer coisa e o som de vozes se misturam em palavras que voam por aí cheias do aconchegante e doce timbre familiar. Até mesmo o silêncio é carregado dessa paz, ela emana de olhares, encontrando-se ao mesmo tempo na coincidência de amar.
Amor que o tempo não explica, que não se entende, sendo clichê o tempo todo, buscando sons que agradam ou palavras que encantam. Difícil explicar e sentir, esse sal que desce dos olhos também não faz compreender o sentimento, cheio de medos, incertezas e mais certo do que nunca de que é o maior do mundo, fazendo-se único e inexplicavelmente nosso, apenas nosso.

domingo, 26 de maio de 2013

Tempo de verão

Por que esperaria algo bom em um dia tão nublado e chuvoso? Nada de bom acontecia mais, já que os mesmos velhos fantasmas me perseguiam por meses, além da desconfiança para qualquer coisa nova.
Dizem por aí que o amor deixa sequelas horríveis se acabar, estão certos, amor errado só deixa a alma cheia de espinhos. Mas amor de novo?! Amor que nunca acaba, que está em todo lugar, que chegou e ficou, sem motivo, sem pedir espaço, se arranjou no espaço que lhe coube e logo ganhou o coração inteiro. Ganhou na música sobre raio de sol, nos detalhes, dia-a-dia, por que brigar? Se tudo pode ser tão mais fácil só com risadas.

Mas ninguém é assim, eu juro, de onde vem tanto amor que nunca existira antes? De onde vem tanto abraço e tanto beijo bom? Lugar que conforta e cheiro que já é tão familiar que passa a sensação de que estou em casa, em uma casa só minha, que eu inventei e arrumei do jeito que me faz mais feliz. 
Mania de edredom de um jeito, dormir de outro e sorrir por cada motivo bobo. Intimidade irritante essa que me faz pedir, não, por favor, por que fazer isso? É desnecessário. E logo depois sorrir mais. 
Por que ciúme? Amor é amor, tão doce que me lembra frio e aquele chocolate com nozes. Amor que me lembra tantas músicas e fins de tarde, me lembra noite e o ciúme sem motivo daquele abraço que veio de longe. 
Não é tão fácil assim se fazer indiferente de algo que fez diferente, que mudou a rotina sem fim, que colocou cores e raios de sol na manhã seguinte a noite chuvosa em que tudo começou. 
Tão eu, nós e noite de dezembro.
- Fica um pouco mais, ainda é cedo...