terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tardes de janeiro

O início do ano, diferente de todos os outros, teve um sabor diferente. A nostalgia ainda é a mesma, porém as cervejas das noites do ano passado, deixadas de lado, foram substituídas por doces e quentes tardes de domingo no começo do novo ano. Além de músicas e boa companhia. 
Indescritíveis descobertas cercaram tais tardes, que agora me recordo com o gosto ainda na boca, parecendo tão recente. A memória ás vezes falha em meio a tantos momentos, o corpo e os olhos denunciam, antes das palavras, tanto amor não dito. 
Amor escondido, jogado bem no fundo de um coração cheio de cicatrizes. Amor que cura e salva. Amor extinto. Amor que, inexplicavelmente, existe.
Hoje não são apenas tardes, são dias inteiros da mais estranha e, nunca antes vivida, alegria. Mas a lembrança nítida dos primeiros dias insiste em permanecer aqui, como a mudança que transformou tudo para melhor, a lembrança permanece como descoberta de dias melhores e daquele amor que todos dizem não existir.

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