Agora é difícil voltar para o mundo depois que o meu mundo se tornou você. Lá fora ficou sem sentido e eu perdi o rumo do meu caminho, tal este que eu insisti em fazer por anos sozinha, indo e voltando sem a pretensão de um dia encontrar outra pessoa para compartilhar meus próprios passos.
No meio daquelas mesmas músicas que eu ouvi diversas vezes sozinha, você apareceu. O som mudou. O ritmo também. E as cores nem se fala. Não me sinto mais sozinha, porque eu sei que no final daquele caminho cheio de curvas, no fim daquele dia cheio de palavras incertas e banais, você vai estar lá, como o melhor lugar do mundo onde eu pudesse estar. Lugar com braços cheio de abraços, indiscutivelmente os melhores do mundo, com paz e cheiro de estar em casa. A casa que se muda e nunca muda, vai pra longe e volta com a mesma sensação de primeira vez, amor maior que não para e não se cansa de crescer... Amor que não se cansa de falar, não enjoa, sem rotina, sempre tão novo quanto as descobertas de um feriado inteiro.
Semana ensolarada com aquele sol vermelho que eu segui na cidade pra te procurar, repetidas vezes, dizendo aceito. Talvez as músicas digam tudo o que em palavras eu nunca consegui dizer, porque depois que você sorriu desse jeito, eu vi que não há mais nada que me faça querer te largar ou te soltar. Meu amor é teu e sempre vai ser, mais e mais uma vez, na rua, chuva, fazendo, casinha de sapê, no céu, no mar ou em um navio a navegar. ♥
Nenhum comentário:
Postar um comentário