terça-feira, 3 de dezembro de 2013

De repente me deu uma saudade da vida. Sabe? Saudade de todas as coisas boas que já passaram por aqui e de tudo o que ainda está por vir. Saudade do amanhã, tão incerto e confuso. Saudade daquele dia nublado e daquelas horas que estavam todas carregadas de sorrisos e a melhor emoção do mundo.
Estive lembrando daquele dia chuvoso, diversas vezes nos últimos dias ele passou pela minha mente, tão nítido e com falhas em algumas partes, mas tão feliz, quanto todas as horas que o seguiram.
Mas essa saudade deixa uma sensação de vazio tão grande aqui nesse lugar. É tão sem fim e sem solução, que eu até procuro dentro de mim algo que possa curar tudo isso, essa nostalgia de tudo.

Nada dá jeito, esse caminho de todas as noites só ajuda a aumentar todo esse buraco no peito que aumenta um pouquinho todos os dias e que, quando cresce demais, escorre pelos olhos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Agora é difícil voltar para o mundo depois que o meu mundo se tornou você. Lá fora ficou sem sentido e eu perdi o rumo do meu caminho, tal este que eu insisti em fazer por anos sozinha, indo e voltando sem a pretensão de um dia encontrar outra pessoa para compartilhar meus próprios passos.
No meio daquelas mesmas músicas que eu ouvi diversas vezes sozinha, você apareceu. O som mudou. O ritmo também. E as cores nem se fala. Não me sinto mais sozinha, porque eu sei que no final daquele caminho cheio de curvas, no fim daquele dia cheio de palavras incertas e banais, você vai estar lá, como o melhor lugar do mundo onde eu pudesse estar. Lugar com braços cheio de abraços, indiscutivelmente os melhores do mundo, com paz e cheiro de estar em casa. A casa que se muda e nunca muda, vai pra longe e volta com a mesma sensação de primeira vez, amor maior que não para e não se cansa de crescer... Amor que não se cansa de falar, não enjoa, sem rotina, sempre tão novo quanto as descobertas de um feriado inteiro.
Semana ensolarada com aquele sol vermelho que eu segui na cidade pra te procurar, repetidas vezes, dizendo aceito. Talvez as músicas digam tudo o que em palavras eu nunca consegui dizer, porque depois que você sorriu desse jeito, eu vi que não há mais nada que me faça querer te largar ou te soltar. Meu amor é teu e sempre vai ser, mais e mais uma vez, na rua, chuva, fazendo, casinha de sapê, no céu, no mar ou em um navio a navegar. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tardes de janeiro

O início do ano, diferente de todos os outros, teve um sabor diferente. A nostalgia ainda é a mesma, porém as cervejas das noites do ano passado, deixadas de lado, foram substituídas por doces e quentes tardes de domingo no começo do novo ano. Além de músicas e boa companhia. 
Indescritíveis descobertas cercaram tais tardes, que agora me recordo com o gosto ainda na boca, parecendo tão recente. A memória ás vezes falha em meio a tantos momentos, o corpo e os olhos denunciam, antes das palavras, tanto amor não dito. 
Amor escondido, jogado bem no fundo de um coração cheio de cicatrizes. Amor que cura e salva. Amor extinto. Amor que, inexplicavelmente, existe.
Hoje não são apenas tardes, são dias inteiros da mais estranha e, nunca antes vivida, alegria. Mas a lembrança nítida dos primeiros dias insiste em permanecer aqui, como a mudança que transformou tudo para melhor, a lembrança permanece como descoberta de dias melhores e daquele amor que todos dizem não existir.

sábado, 22 de junho de 2013

"Último Romance"

Com certeza as nuvens escuras já foram afastadas pra longe, junto com a chuva daquelas semanas. Prefiro lembrar do céu azul, dos domingos ensolarados ou daquela noite agradável de maio. Até mesmo porque tudo o que é ruim foi deixado pra trás, esquecido e apagado.
"correnteza sem direção" encontrou um lugar pra se acalmar da confusão. O que antes era frio constante, encontrou calor nesse lugar. E também paz. Uma paz sem fim, que fica o tempo todo junto com sorrisos. A paz fica até em momentos de tempestades, todas calmas e curtas, que terminam com cochichos. 

Uma mudança veio e é notável, porque os olhos sorriem antes de qualquer coisa e o som de vozes se misturam em palavras que voam por aí cheias do aconchegante e doce timbre familiar. Até mesmo o silêncio é carregado dessa paz, ela emana de olhares, encontrando-se ao mesmo tempo na coincidência de amar.
Amor que o tempo não explica, que não se entende, sendo clichê o tempo todo, buscando sons que agradam ou palavras que encantam. Difícil explicar e sentir, esse sal que desce dos olhos também não faz compreender o sentimento, cheio de medos, incertezas e mais certo do que nunca de que é o maior do mundo, fazendo-se único e inexplicavelmente nosso, apenas nosso.

domingo, 26 de maio de 2013

Tempo de verão

Por que esperaria algo bom em um dia tão nublado e chuvoso? Nada de bom acontecia mais, já que os mesmos velhos fantasmas me perseguiam por meses, além da desconfiança para qualquer coisa nova.
Dizem por aí que o amor deixa sequelas horríveis se acabar, estão certos, amor errado só deixa a alma cheia de espinhos. Mas amor de novo?! Amor que nunca acaba, que está em todo lugar, que chegou e ficou, sem motivo, sem pedir espaço, se arranjou no espaço que lhe coube e logo ganhou o coração inteiro. Ganhou na música sobre raio de sol, nos detalhes, dia-a-dia, por que brigar? Se tudo pode ser tão mais fácil só com risadas.

Mas ninguém é assim, eu juro, de onde vem tanto amor que nunca existira antes? De onde vem tanto abraço e tanto beijo bom? Lugar que conforta e cheiro que já é tão familiar que passa a sensação de que estou em casa, em uma casa só minha, que eu inventei e arrumei do jeito que me faz mais feliz. 
Mania de edredom de um jeito, dormir de outro e sorrir por cada motivo bobo. Intimidade irritante essa que me faz pedir, não, por favor, por que fazer isso? É desnecessário. E logo depois sorrir mais. 
Por que ciúme? Amor é amor, tão doce que me lembra frio e aquele chocolate com nozes. Amor que me lembra tantas músicas e fins de tarde, me lembra noite e o ciúme sem motivo daquele abraço que veio de longe. 
Não é tão fácil assim se fazer indiferente de algo que fez diferente, que mudou a rotina sem fim, que colocou cores e raios de sol na manhã seguinte a noite chuvosa em que tudo começou. 
Tão eu, nós e noite de dezembro.
- Fica um pouco mais, ainda é cedo...

domingo, 19 de maio de 2013

Deixa o verão


Enquanto eu penso, você
sugeriu

Um bom motivo pra tudo atrasar

E ainda é cedo pra lá

Chegando às seis tá bom demais!

Deixa o verão pra mais tarde (...)

Enquanto eu fujo, você inventou

Qualquer desculpa pra gente ficar

E assim a gente não sai

Que esse sofá tá bom demais

Deixa o verão pra mais tarde

E eu digo, cá entre nós


Deixa o verão pra mais tarde! ♥


Los Hermanos

domingo, 12 de maio de 2013

Largou um buquê e abraçou um jardim inteiro

Mãe é rosa, vermelho e amor. Mãe é brava e tem espinho, mas é só pra proteger, cuidar e repreender. Mãe tem cheiro bom de estar em casa, mãe é segurança e colo quente, desde sempre. Abraço de tristeza e lágrimas de alegria, orgulho e decepção, quanta coisa cabe no coração de uma mãe! Filhos legítimos, adotivos, coração de mãe é bem grandão, pra caber tanto carinho. 
Mãe é café quente de manhã, madrugadas sem dormir ao lado do filho adoecido, mãe é remédio pra qualquer tipo de doença e cura pra qualquer tipo de tristeza. Mãe é criança, menina, adolescente e mulher, pra entender tantos conflitos que se passam com seus filhos, mulher que se desdobra em duas, três, quatro e em quantos filhos tiver. 
Mãe é mulher que chega cansada a noite em casa e tem o melhor abraço do mundo pra oferecer e ainda paciência pra ouvir inúmeros "Mãe" ou um "Mãaaaaaae, me traz a toalha?", "Mãe, tem muita tarefa pra fazer", "Mãe, não quero ir à escola", "Mãe, só mais cinco minutinhos". E ela cede, porque não aguenta ver um filho fazendo manha, querendo dormir mais um pouquinho.
Quando ela fica brava, não tem quem segure! Porque mulher que é mãe quer ensinar o certo, mostrar o caminho da verdade e faz isso custe o que custar, por mais teimoso que um filho seja, essa mulher nunca desiste! Nunca abandona e vive a sonhar.
Ás vezes quer o filho médico, mas ele decide que quer ser artista. Mãe apóia e até chora de orgulho quando vê o filho em uma peça, num palco, numa galeria. Mas se não dá certo, ela tem toda a força do mundo pra erguer o filho, mostrar novos caminhos.
Mãe tem o melhor remédio pra coração partido, principalmente da filha. Colo, chocolate e talvez um: "Você é linda, vai achar alguém melhor" ou "Não chora não, vem aqui com a mamãe".
Independente da idade, sempre vai ser filho, filhinho, amor, vida, sempre vai haver cuidado, amor sem fim, mãe é tudo em uma só, mãe é única, mãe é jardim, céu e sol, amor sem preconceito, olhos cheios ternura, palavras e sentimentos.

sábado, 27 de abril de 2013

Dias e noites


Hoje a noite, enquanto eu observava as estrelas, desejei tantas coisas boas. Pedi que cada brilho distante iluminasse os seus caminhos. A lua, que estava tão cheia, pedi a ela que emprestasse um pouco do brilho que ela também roubou. Pude ver cada pedra que você irá tropeçar, também senti toda a sua dor e sofrimento, minha vontade foi de roubá-lo. Não quero que nada de mal te atinja, mas não posso evitar, então espero que em cada dor você cresça, que em cada pedra que você possa tropeçar e cair, que se erga ainda mais forte.
Quis te esquecer ao pensar nisso, porque não posso suportar mais tanto sentimento comigo, porque está começando a doer. A doer e a me dar medo. Um medo horrível que eu sinto de me tornar dependente, de não conseguir me esquecer, achei melhor jogar tudo pro alto...
Não sei viver a dois, por mais que você tenha me ensinado isso durante esses dias, eu não quero mais aprender, não quero sofrer depois. Vamos, por favor, me entenda. Não quero te magoar, por mais que eu o faça ás vezes, por mais que eu vá fazer... É melhor do que mágoas muito maiores que possam vir.
Eu só sei ser livre, minha dependência momentânea é frustrante e meu amor é passageiro, nunca se prendendo a ninguém. Então não é amor? Que seja, pode ser paixão, desejo, vontade... Passa sempre, essa minha liberdade tem me feito tão mal, que eu gostaria de não ser mais assim. Como deixar de ser o que se é? Como se desprender da própria identidade? Crise. Acho que é isso. Pode ser falta que mistura com medo que mistura com vontade que mistura com saudade. Saudade que insiste em ficar aqui, que nunca vai embora e me obriga a tentar coloca-la em palavras, tais essas que nunca demonstram meus sentimentos, por mais que estejam carregadas deles.
Mas tudo ficou tão mais leve de suportar desde que te vi por aqui... Desde que suas palavras se tornaram minhas e sua música a minha preferida. Desde que soube de um amor que eu criei, esperar pelo amanhã não é algo mais tão frustrante, porque ele sempre vem cheio de surpresas e sabor doce, então por que me sinto incompleta? Deve ser a saudade. Falta de abraço. Beijo. Cheiro. Talvez insegurança. Vontade de te ver em todo lugar. Te ligar. Falar pra todo mundo de nós.
Mas existe nós? Não sei, o nós pode ser você e eu, junto com o sol, o mar e talvez essas rodovias que se misturam com música e sons dispersos
. Nós, você e eu, saudade, vontade, ciúme, desejo, paixão, quem sabe amor? Deixa estar...

terça-feira, 23 de abril de 2013

Sunshine

Um raio de sol, risos de nuvem branca de algodão, o cheiro do mar que ficou no nosso abraço, a preguiça, a maresia que me acompanhou voltando pra casa. Lembranças da chuva, o cair da tarde em uma rede de uma casinha qualquer, talvez uma rede laranja, conversas e músicas de fundo que foram a alegria momentânea de um dia vazio. A chuva que caia forte parou, porém as ondas do mar insistiram em quebrar forte, causando um barulho inconfundivelmente familiar. Céu escuro, imensidão invisível a frente, algumas pessoas que riam buscando qualquer coisa na areia. Celulares desligados, conversas e raios que cortavam e iluminavam o céu. 
Talvez fosse sábado ou domingo, a lembrança insiste em permanecer apenas em momentos que eu sorri, fechei os olhos e me vi em meio a uma multidão de rostos que buscavam se divertir, fugir do dia quente, praia cheia de gente querendo diversão, fugindo da monotonia de viver. Fechei os olhos de novo, insegura e buscando segurança nesse novo caminho que eu insisti em percorrer. Ainda relutante, quis ficar, não sair do lugar e nem te deixar escapar. Adiei, procurei algo pra se distrair, mas tive que te ver partir.
Hoje está frio, a lembrança dos dias quentes ainda estão tão nítidos, que eu posso fechar os olhos e ver claramente seu rosto tão perto do meu, enquanto me protegia de monstros submarinos que eu insistia em inventar, pra te ver sorrir, pra me alegrar, pra guardar tudo de tão bom que ficou, que me acompanhou e me encantou em você, em nós, durantes todos aqueles dias de música, sorrisos, sol, beijos, mar, abraços e poesia.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Cigarettes, music and you

Essa liberdade é o que me prende. Não poderia aceitar algo que me faz tão bem, eu não mereço, sendo essa garota tão geniosa e insatisfeita quando não fazem as minhas vontades. Essa voz mansa que acalma, esse carinho que me dá lugar, como entender isso vindo assim, de repente? Esse cheiro de cigarro que mistura com o seu perfume, quando eu insisto em roubá-los de você, depois gruda na minha roupa e não me faz esquecê-lo quando volto pra casa. Mas afinal, esquecer-se e lembrar-se do que? Se a presença é constante e o desejo também. 
Não sei mais diferenciar os dias, apenas os separo entre os que tenho você e os que não tenho. Eu tentei fugir, mas juro, não consegui. Uma força invisível tem me prendido por tanto tempo a algo que eu lutei pra esquecer. Hoje eu me vejo perdida em meio a essas brincadeiras, conversas longas e músicas que criam a nossa trilha sonora, tantas que já é impossível lembrar. Momentos feitos de música. Momentos feitos da pouca luz que entra pela janela. Momentos feitos do barulho da chuva que cai, misturados com a música e a sua respiração. Momentos feitos das lembranças que eu vou revirar no meu travesseiro. E sorrir ao lembrar o quanto eu gosto dos pequenos detalhes que nos criam. Esse avesso de sentimentos, essa verdade e a mentira que me envolveu, tal essa que eu continuo mantendo, tudo por medo do que pode ser a dois. Este que se recusou a me abandonar, que pertence só a mim, um medo invisível que você insiste em rouba-lo. Veja só, meu bem, você se ajustou em meio a tempestade, decidiu ficar e hoje... Talvez hoje me faça mais solta, organizada e eu até arriscaria dizer que me faz mais feliz.

sábado, 13 de abril de 2013

Todo o amor de Florence

Qual o limite da mente humana? Qual o extremo que ela pode chegar? Essas são questões que profissionais da área de Psicologia buscam responder com precisão, enquanto escritores e poetas se perdem em meio a fantasias e criatividade em relação a isso. Até onde você iria por amor e ciúme? Florence, personagem principal e narradora do livro "A menina que não sabia ler", de John Harding, foi longe demais.
O escritor britânico ultrapassa os limites do medo de uma simples garota, mostrando toda a crueldade que pode existir em um ser humano. Inicia o romance de forma sucinta: "É uma história curiosa a que tenho de contar, uma história de difícil absorção e entendimento, por isso é uma sorte que eu tenho as palavras para cumprir a minha tarefa.Tal maneira instiga o leitor e deixa curiosidade para prosseguir a leitura.
Florence é sedutora a sua forma, tem até um certo encantamento, envolvente ao contar o que viveu, mostra a obscura Blinthe House e seus moradores de um ponto de vista afetivo. Com um passado não relatado, foi criada pela governanta, já que o suposto tio nunca a visitou na mansão. Sua missão ao longo do livro é proteger o irmão mais novo, o pequeno Giles, chegando ao extremo da possessividade e loucura, passando a ver uma mulher em espelhos pela casa e acreditando que esta é um suposto demônio que aparece em Blinthe para acabar com a sua vida e levar Giles para longe.
"Eu não me mexi e assisti horrorizada. Vendo-me parada como uma estátua, ele começou a tentar se levantar. Caiu para frente, com o rosto no chão, e eu corri para ajudá-lo, pois pensei que estava quase morto, mas então seu corpo se contorceu e ele se ergueu sobre as mãos e os joelhos, como um cão, a cabeça pendendo entre os braços.
- Florence... -sua voz arranhou o ar e era como se alguém estivesse arranhando minha alma. -Florence..."
Florence é egoísta e irracional, jogando a culpa de todos os seus maus atos em um amor doentio, por ver sua única proteção apenas no irmão mais novo. Uma menina sem infância e sem afeto, com indícios de esquizofrenia e quase sozinha no mundo.
Até onde uma pessoa vai pelo bem próprio? Talvez Florence possa te responder isso.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Você deixou saudade, quero te ver outra vez

Eu não sei exatamente o que fazer, eu gostaria, mas não sei. Me encontro perdido nessa imensidão de nada. Ou de nada do que eu sou. Você chegou e ousou despertar sentimentos que eu estava guardando e até mesmo tentando esquecer, prendendo no meu coração que eu não pretendia mais entregar a ninguém por tempo suficiente para que eu pudesse me recuperar por completo. Mas a verdade é que eu não sei o que é estar recuperado depois de tantos amores e desamores ao longo dessa estrada. Agora eu estou perdido buscando essa poesia que nunca foi escrita e nem lida, essa poesia indecifrável que é você. Tentando entender esse seu olhar que me domina a cada vez que o esquece sobre os meus, em um conflito de amor incontido e saudade. Essa saudade agressiva, cheia de lágrimas e desejos que não podem ser saciados a todo instante. Apesar de todo o furacão que é você, a paz está apenas no seu olhar e no seu abraço, tente me entender, é só você que me faz vivo de novo. É só a nossa sintonia que te faz perfeita pra mim.
Mas eu sinto que a minha poesia foi roubada, algo na minha maneira de agir, de ser e de sonhar mudou, foi tirada de mim de uma maneira que eu ainda não consegui recuperar. Tento todos os dias, mas você luta pra que isso não aconteça. Será mesmo verdade que amor e ódio andam lado a lado? Esse seu jeito só me faz acreditar que sim, contrariando todo o romantismo que um dia aqui existiu. Como pode existir amor em meio a tempestade? E paz em meio aos gritos? Eu sei que em você existe tudo pra me recuperar, me deixar completo, mas não... Não hoje. 

Vem, muda, me muda, eu já estou cansado de esperar por tantos sorrisos que eu quero de você, com você.


Obs.: Texto a pedidos da minha metade poética masculina.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Amor maior

Pouca  coisas andam fazendo sentido na minha vida, porém você é o que mais faz e dá sentido a tudo desde que chegou. Não sei se o mundo é bom, mas ele ficou melhor desde que você chegou e perguntou: Tem lugar pra mim? Saudade desse olhinhos tão atentos que carregam toda a paz do mundo. Meu anjo Heitor. 

sábado, 23 de março de 2013

Sobre todo o amor de Marcelo Camelo

Triste é viver só de solidão, diz Marcelo Camelo na primeira música de seu segundo álbum solo, Toque Dela. Ao ouvir esse CD, que não sai da minha playlist desde o carnaval, fico me perguntando sobre toda a genialidade poética desse músico, também vocalista da banda Los Hermanos.
São tantos os versos que agradam aos ouvidos e que tocam a alma, em uma simplicidade única acompanhada de uma voz igualmente única e gostosa de se ouvir. Camelo é para os apaixonados, para aqueles que sabem viver uma história de amor ou pra quem viveu e perdeu a pessoa amada. Camelo é pra quem vive só de solidão. Camelo é pra quem tem a sua Pretinha e durante A noite faz uma canção pra acalmá-la durante a Despedida em que passaram Três Dias juntos. Camelo é pra quem diz Meu amor é teu, pra pessoa que ama em uma tarde fria de inverno durante um beijo apaixonado. Camelo é pra quem segue o sol Vermelho da cidade pra encontrar o que quer. Ou quem quer. Camelo é pra quem diz Ô, ô meu amor, Faço tudo o que você quiser, até mesmo uma Janta em casa durante a Santa Chuva que cai em Copacabana.
Marcelo Camelo... Ah, Camelo! Da Menina Bordada, de quem vive a Doce Solidão em meio a Liberdade. Me explique Mais Tarde que Tudo Passa, podemos até mesmo falar sobre Saudade ou sobre essa Vida Doce que tu insistes em cantar, poetizar e nos encantar!

domingo, 17 de março de 2013

Um anjo chamado Heitor

Mal pude acreditar quando te peguei no colo pela primeira vez, passei dez dias ansiosa pra te ver, olhar no seu rostinho, te encher de beijos, pegar sua mão e ficar te mimando. Alguns amigos me chamam de irmã coruja e babona, mas convenhamos que 18 anos é muito tempo de diferença e com toda a certeza do mundo eu vou te mimar demais. Mas também, quando for maior, vou chamar a sua atenção quando ver algo que estiver fazendo errado e te ajudar quando as coisas não estiverem bem.
É uma vida inteira pela frente e eu morro de felicidade, porque sei que eu vou poder acompanhar cada momento seu, mesmo de longe, mesmo te vendo pouco, eu vou poder acompanhar seus primeiros passos, suas primeiras palavras e até mesmo quando aprender a ler e a escrever. Com certeza eu vou ficar feliz contigo e te ensinar muitas coisas, quero te contar histórias e mostrar o certo e o errado.
Quando você crescer, quero ser além da irmã mais velha, uma amiga que você possa contar pra tudo. Até te ajudar a esconder algumas coisas da sua mãe, contanto que você me escute e não faça de novo. Quero que siga o caminho certo, pode até acontecer de desviar, mas sempre aprendendo com seus erros e, quando você cair, quero estar lá pra te segurar.
Eu quero te matar de rir com cócegas, te encher de doces, ter nossos segredos de irmãos. Mas enquanto isso não acontece, eu vou aproveitar cada sorriso que você dá pra mim enquanto eu te balanço no meu colo, vou morder seus pezinhos que mal preenchem os espaços das meias, segurar suas mãos pequenas e encher de beijos essas suas bochechas, porque eu já te amo muito, muito, muito e tenho certeza que você, Heitor, chegou pra iluminar a minha vida e a de muitas pessoas que o rodeiam, meu anjo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ontem, hoje e amanhã

Ontem eu te quis ao meu lado para segurar sua mão, olhar nos seus olhos e dizer que nada nessa vida faz sentido, talvez seja por isso que eu goste tanto de você, porque não acho um sentido pra tudo isso.
Eu te quis pra te abraçar bem forte e dizer que eu cuido de você e você de mim, e assim poderíamos viver esses dias quentes e ensolarados juntos, observando o pôr-do-sol vez por outra em meio uma rotina agitada. Nós poderíamos rir juntos de toda essa gente que não entende o que é o amor e viver qualquer problema com toda essa calma que você tem, esse seu jeito manso de lidar com tudo. Tenho certeza de que nenhum problema resistiria a essa sua calma.

E esse seu sorriso? Esse seu jeito de falar que me fascina, toda essa sua poesia transbordante de palavras e sons de risada, que formam toda a minha felicidade de poder te ter em minha vida.
Hoje eu te quis ao meu lado pra acordar você com mil beijos, abraços apertados e transbordar felicidade com seu sorriso. Eu te quis, porque apenas você entende e interpreta toda essa confusão de palavras e pensamentos soltos que eu sou. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Morangos, vermelho e amor

Certa vez me falaram que eu era uma metade, a metade da laranja, a tampa de uma panela ou a panela procurando uma tampa, me falaram que todo chinelo velho encontra seu pé cansado, sua alma gêmea. Essa história sempre nos faz sentir "metades", "meios", incompletos ou até mesmo vazios, em uma busca incessante pelo par perfeito.
Depois de tanto tempo pensando assim, li certa vez algo como: "Seja completo e encontre alguém que te transborde". Mas e a história de achar o pé cansado, a tampa da panela e a metade da laranja? Ê sociedade, entrando em conflito com suas próprias ideias de novo?
Parei de pensar assim, cada um tem uma ideia diferente, como entender? Não encontre alguém que te complete nem que te transborde, encontre alguém que te faça sorrir, que te dê abraços apertados todos os dias, beijos intensos, alguém que diga o quanto sente a sua falta durante alguns dias longe. Encontre alguém que seja diferente e igual a você, alguém que escute suas músicas preferidas e diga o quanto as letras são bonitas, por mais que não gostem do mesmo estilo musical. Encontre alguém que te faça cócegas e te dê um ombro pra chorar quando as coisas não estiverem bem. Encontre um companheiro (ou companheira) pra todas as horas, que corrija seus erros, brigue com você por apenas querer o seu bem e que, acima de tudo, respeite as suas opiniões. 
Sem extremos, sem metade, sem transbordar nem faltar, encontre alguém que complete sua poesia e a escreva contigo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sobre outras vidas

Hoje eu acordei querendo ser outra pessoa. Como assim outra pessoa? Há outra pessoa dentro de mim, outro eu que quer mostrar ao mundo um lado que ninguém vê, contar uma história que ninguém viveu, apenas eu. Falar de lugares e flores que só existem nos meus contos ou sonhos, tão divertidos e sem compromisso. De cores que eu inventei e cheiros que estão pela casa e ninguém mais sente, quero explicar o que sinto ao ouvir aquela música que todos esqueceram, dizer sobre saudade, nostalgia e rir sem motivo. Rir das besteiras da vida e sorrir ao ver uma borboleta no meu quintal ou uma formiga carregando uma folha, como é simples e perfeita a natureza.
Por que é tão difícil ser eu mesma? Pra que tantas máscaras? Sem falar nessa superficialidade que me cerca. Viver em desacordo com o que a sociedade impõe, sem medos, sem traumas, com desapegos e apegos infinitos, amores, viver de amor, abraços, beijos e saudades sussurradas ao pé do ouvido debaixo de uma árvore em uma tarde fria de outono.
Caminhos diferentes, pessoas, multidões, só a dois, solidão. Sorrir, dançar, cantar na chuva, ir ao parque, ser clichê e ser feliz. Então descobri que hoje não acordei com vontade de ser outra pessoa, hoje acordei com vontade de ser apenas eu. E mais nada.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Mania de pensar demais


Pensar demais é algo tão natural pra mim que ás vezes me perco, esqueço o que estou fazendo em meio aos meus devaneios. Porém nesses últimos dias aconteceram duas situações que me intrigou, me fez pensar nessa minha mania de pensar demais, irônico não? Em um intervalo e outro de uma sessão de exercícios na academia parei pra pensar e de repente fui surpreendida pela voz do treinador: "Para de pensar na vida, Gabi, senão ela passa". Eu apenas sorri e disse: "Essa frase pode render um texto". Mas esqueci, deixei de lado e não escrevi sobre isso, mas hoje enquanto eu ajudava a minha mãe com umas contas, perguntei em qual número tinha parado e minha avó, que estava ao lado, disse: "Não está prestando atenção no que faz?" E eu respondi: "Estou, é que eu estava pensando em umas coisas..." Então ela disse algo que, no mínimo, me pegou de surpresa: "Então para de pensar". ENTÃO PARA DE PENSAR. Mas como assim? Como eu posso parar de pensar? Sim, eu sei que ás vezes me distraio, derrubo algo no chão, tropeço de repente em alguma calçada, esqueço minhas chaves no balcão de alguma loja, mas parar de pensar?
Como não pensar no que eu poderia fazer para mudar o mundo? Como não pensar em algo que está me incomodado? Alguém me diz, como não pensar no sorriso da pessoa que eu gosto? Como não pensar no que quero fazer da próxima vez que sair com o meu melhor amigo? Como não pensar no meu dia? Pensar no mar, no dia lindo ensolarado, numa bela paisagem, no mundo.
"Penso, logo existo". Não parei de pensar quando me pediram pra não pensar e continuo pensando, vou continuar sendo desastrada e perdida em pensamentos, pensando em uma maneira de me salvar dessa mania de pensar demais que nunca virá. Pensamentos, doces, tristes, alegres pensamentos que não me deixam nunca e nem me deixará.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Nada melhor para a saúde que um amor correspondido"

Indo ao seu encontro posso admirar cada detalhe da paisagem que me acompanha. Um mundo de asfalto cheio de histórias em cada canto, ruas, casas e portas. Ouço risadas, vozes e choros. Um dia-a-dia, rotina sem fim. Um caminho cheio de vida, observando cada lugar que passo, a flor que resistiu e brotou ou a folha da árvore que agora repousa marrom e seca no chão, natureza morta, arte e beleza natural. 
Ir te ver é a melhor coisa da minha rotina, essa da qual eu fujo, escapo, esqueço. Minha fuga do mundo é o seu abraço, minha recompensa por viver esses problemas é o som da sua risada se confundindo com a minha. Por que seria demais pedir isso pra sempre? Tudo em excesso enjoa, eu gosto dessa saudade, gosto de reviver cada momento na minha memória e sorrir ao lembrar dos seus olhares se encontrando com os meus. Me divirto tentando adivinhar seu cheiro e relembrar seu toque, brincando com as melhores lembranças que me causa. Mas não aceito sua ausência por muito tempo, lá vou eu de novo... Paisagem, árvores, folhas pelo chão, pessoas, momentos, até chegar ao abrigo do seu sorriso, felicidade momentânea, "que seja infinito enquanto dure...".

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

About our afternoons

Ainda tenho comigo a sensação da chuva molhando meu corpo, assim como aconteceu no momento em que te beijei pela primeira vez. Posso recordar cada gesto ou palavra dita sob aquela chuva fria de uma noite de dezembro. Talvez fosse loucura, Lithium e diversão, como imaginar que o hoje ao seu lado se tornaria poesia? Tal essa que encanta os olhos, abre sorrisos tímidos, causa surpresa. Eu, que sempre me fiz como um Artigo de Opinião bem articulado, hoje me vejo poesia, solta, leve e alegre ao seu lado, até mesmo melancólica durante sua ausência. Talvez eu pudesse explicar em uma crônica sobre o bem que me faz essas tardes chuvosas de segundas ou domingos ensolarados ao seu lado, falar sobre música, beijos, abraços apertados e perfumes que ficam na roupa. Talvez escrever um conto cheio da alegria que envolvem esses dias. Ou um texto clichê, como esse, tentando colocar em palavras um bem que não se explica. Mas, com tantas formas de tentar explicar nós, por fim, sempre me verei poesia em seus braços, abraços, beijos e momentos. Como dizia o poeta: "Tua presença é qualquer coisa entre a luz e a vida", meu sorriso, minha alegria e paz, minha saudade e poesia em forma de olhares que se entendem, fique enquanto seu sorriso continuar completando e fazendo música com meu.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Thunderstorm


As explicações sobre a vida não são suficientes para acalmar a tempestade em que me encontro. Livros de auto ajuda, com tanta superficialidade, são apenas um produto para gerar lucros e não, de fato, ajudar a se auto conhecer. Melancolia, tristeza ou saudade, como aprender a viver sem isso? A vida não será melhor se esquecer os problemas, eles aparecem constantemente. Como ditar uma solução se cada ser pensante é completamente diferente do outro? Como decifrar cada angústia e apego que há em cada um? Tentam tornar o complexo em algo simples, com a ilusão de que se tornará mais leve viver se forem deixadas as marcas do passado pra trás... Marcas não somem, principalmente essas manchadas e refeitas com a lembrança que insiste em permanecer. Dizem que esquecê-las é fundamental, mas não dizem que durante a noite, em pensamentos, nada faz sentido... Ou faz, acho que eu não sou daqui, o problema é me preocupar demais tentando ser feliz, mas afinal, o que é isso?

domingo, 27 de janeiro de 2013

O início de tudo

Depois de adiar por mais de uma vez a criação de um blog, resolvi reunir toda a minha coragem para fazer esse e mais coragem para fazer a primeira postagem.
Assim como todas as pessoas que buscam em algo o seu refúgio, eu busco o meu nas palavras. Não há nada melhor para a alma do que escrever... Dar forma aos sentimentos, sejam eles de amor, ódio, paixão ou decepção. Se algo incomoda, eu escrevo. Se algo me encanta, também. É essa a minha salvação, escrever. Mas pra ser sincera eu não gosto muito do que escrevo, por isso precisei de tanta coragem para publicar algo, então farei daqui, como diz no título, o meu infinito particular, mas por favor, só não se perca ao entrar. 

"Não vê cara, tá na cara, sou porta bandeira de mimSó não se perca ao entrar No meu infinito particularEm alguns instantesSou pequenina e também gigante."

Infinito Particular - Marisa Monte