Um raio de sol, risos de nuvem branca de algodão, o cheiro do mar que ficou no nosso abraço, a preguiça, a maresia que me acompanhou voltando pra casa. Lembranças da chuva, o cair da tarde em uma rede de uma casinha qualquer, talvez uma rede laranja, conversas e músicas de fundo que foram a alegria momentânea de um dia vazio. A chuva que caia forte parou, porém as ondas do mar insistiram em quebrar forte, causando um barulho inconfundivelmente familiar. Céu escuro, imensidão invisível a frente, algumas pessoas que riam buscando qualquer coisa na areia. Celulares desligados, conversas e raios que cortavam e iluminavam o céu.
Talvez fosse sábado ou domingo, a lembrança insiste em permanecer apenas em momentos que eu sorri, fechei os olhos e me vi em meio a uma multidão de rostos que buscavam se divertir, fugir do dia quente, praia cheia de gente querendo diversão, fugindo da monotonia de viver. Fechei os olhos de novo, insegura e buscando segurança nesse novo caminho que eu insisti em percorrer. Ainda relutante, quis ficar, não sair do lugar e nem te deixar escapar. Adiei, procurei algo pra se distrair, mas tive que te ver partir.
Hoje está frio, a lembrança dos dias quentes ainda estão tão nítidos, que eu posso fechar os olhos e ver claramente seu rosto tão perto do meu, enquanto me protegia de monstros submarinos que eu insistia em inventar, pra te ver sorrir, pra me alegrar, pra guardar tudo de tão bom que ficou, que me acompanhou e me encantou em você, em nós, durantes todos aqueles dias de música, sorrisos, sol, beijos, mar, abraços e poesia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário